Os mosquitos Sciarídeos
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https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/121600/1/Doc.-272-Guilherme-Schuhli.pdf
terça-feira, 7 de março de 2017
quinta-feira, 2 de março de 2017
Formas de vida primitiva na terra.
(ANSA) – Por Leonardo De Cosmo – Os traços mais antigos de formas de
vida na Terra foram descobertos no Canadá. Tratam-se de microrganismos que
viveram há 3,8 milhões de anos e próximo às fontes hidrotermais. Os resultados
das análises feitas pelo biogeoquímico Matthew Dodd, da Universidade College de
Londres, foram publicados na revista Nature. A descoberta pode ser um sinal dos
primeiríssimos seres vivos que surgiram no planeta.
As marcas dos antigos seres vivos foram reconhecidas nas rochas de
Nuvvuagittuq, em Quebec, no Canadá, e já eram conhecidos por estarem entre as
mais antigas do planeta. Além disso, seriam a prova indiscutível da existência
de atividade biológica de ao menos 3,8 milhões de anos atrás.
As análises identificaram estruturas tubulares e filamentos compostos
por óxidos de ferro, muito parecidos com aqueles que podem ser encontrados
ainda hoje nas proximidades das fontes hidrotermais oceânicas. Eles teriam sido
formados por microorganismos que estavam aprisionados em camadas de quartzo.
A descoberta ainda dá sustento às hipóteses de que a vida tenha sido
desenvolvida nas fontes termais oceânicas nas proximidades de “caminhos” de
água muito quentes, parecidos com aqueles existentes ainda hoje e que alimentam
comunidades de seres vivos “extremos”.
Até agora, da existência de formas de vida antigas, tinham sido
encontrados apenas traços de estromatólitos, verdadeiras rochas formadas de
sedimentos produzidos também por antigas bactérias ou algas microscópicas. Nem
todos os cientistas concordavam sobre sua origem biológica.
“A descoberta foi feita sobre algumas das amostras de rochas mais
antigas que se tem conhecimento, e a datagem dos restos poderiam ser ainda mais
velhas, de até 4,2 milhões de anos”, explicou o geólogo Carlo Doglioni, da
Universidade Sapienza de Roma e presidente do Instituto Nacional de Geologia e
Vulcanologia (INGV).
Os mesmos ambientes nos quais esses antigos organismos teriam sido
desenvolvidos
podem ter existido também em Marte, há milhões de anos, e podem ser
ativos ainda hoje também nos oceanos da Europa e no satélite Encélado. “Por
isso também fica interessante estudar as fontes hidrotermais, e quem sabe não
seja possível encontrar moléculas que tiveram papel importante para o
nascimento da vida e que seja possível, hoje, serem usadas também pela
medicina”, disse o biólogo Carlo Alberto Redi, da Universidade de Pávia.
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
domingo, 18 de setembro de 2016
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Uso compulsivo do álcool e o gene LRRK2
Genética Animal e Humana do ICB, identificou o gene leucine-rich repeat kinase 2 (LRRK2) como responsável pelo comportamento de consumo compulsivo de álcool e sem controle. Até então relacionado à doença de Parkinson familiar, esse gene também passa a ser uma nova via biológica para a abordagem do alcoolismo.
Com o objetivo de tentar elucidar os fatores genéticos que podem predispor ou contribuir para o desenvolvimento do comportamento de consumo compulsivo e sem controle do álcool, a equipe de cientistas do ICB analisou frações do DNA de rato, o transcriptoma estriatal, usando um modelo de consumo crônico e por livre escolha do animal. Mesmo a água estando com sabor desagradável um grupo deles continuou a bebê-la.
“Nós identificamos uma quantidade muito maior do gene LRRK2 nos indivíduos que perderam o controle sobre o álcool”, explica a pesquisadora. Segundo ela, mesmo em condições negativas os animais não eram capazes de parar sozinhos. O processo é semelhante ao que acontece com seres humanos, mas ainda é cedo para se fazer testes em pessoas, o que faz parte da pesquisa maior.
Segundo o biólogo Daniel Almeida da Silva e Silva, principal autor do estudo, a análise do transcriptoma cerebral permite que sejam estabelecidas correlações entre as alterações genéticas e os diferentes padrões de consumo de etanol exibidos pelos animais nesse modelo de estudo.
“O levantamento de genes candidatos envolvidos se revela de extrema importância, pois o conhecimento gerado pode ser aplicado em estudos posteriores que venham a identificar os marcadores biológicos para o diagnóstico do alcoolismo ou alvos para o desenvolvimento de fármacos para o tratamento do alcoolismo”, avalia.
O Boletim da UFMG desta semana (Clique para ler na Edição 1951) traz uma grande reportagem de Hugo Rafael, sobre a pesquisa.
Alcoolismo
Nos últimos 20 anos, essa desordem passou de oitavo para quinto principal fator de risco para a mortalidade precoce e incapacidade na população mundial, sendo responsável por 2,5 milhões de mortes em todo o mundo no ano de 2010. Clinicamente, o consumo ocasional e controlado de uma droga psicotrópica é distinto do seu uso escalonado e sem controle.
Segundo Ana Lúcia Brunialti, o álcool é uma das poucas drogas que, apesar de alterar as funções do cérebro e de seu potencial para levar o indivíduo ao abuso ou dependência, tem seu consumo admitido e até incentivado. A progressão do uso controlado à adição é influenciada por muitos fatores, entre eles, a droga por si, fatores psicológicos, influências ambientais e fatores genéticos.
A principal característica do alcoolismo, ou “Desordem no uso de álcool”, como dizem os especialistas, é o consumo excessivo e descontrolado de bebidas álcoolicas, mesmo considerando as consequências legais, econômicas ou sociais a que esse abuso pode levar.
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
Ensino Superior x PEC 241
ANDIFES afirma a educação de qualidade, gratuita e com inclusão e quanto aos riscos da PEC 241
Por ASCOM/Andifes
A Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) sediou no dia 28 de julho, em Cuiabá, a reunião do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES). O encontro dos reitores contou com um amplo debate sobre o orçamento destas instituições e outros encaminhamentos. Na ocasião, o colegiado elaborou um documento, que defende a importância de um sistema federal de ensino superior público, gratuito, autônomo e de qualidade para a construção de uma sociedade mais igualitária, desenvolvida e democrática.
O texto também aponta o risco de redução que a PEC 241 poderá trazer aos investimentos públicos em educação. “Sem o adequado financiamento, as metas previstas no PNE não serão alcançadas, desviando o País do caminho do desenvolvimento econômico e da inclusão social”.
ORÇAMENTO
O reitor Orlando Amaral (UFG), que esteve, recentemente, com o secretário de Educação Superior (SESu/MEC), Paulo Barone, para buscar uma definição acerca dos limites orçamentários para o ano seguinte, iniciou a mesa de debates. Na ocasião, Orlando disse que o ministério da Educação (MEC) estava pleiteando um ajuste de 9,32% para o orçamento de 2017, além de um aumento do valor do percentual de crescimento do sistema de medição de alunos equivalentes e de um recurso adicional para as obras, mas que a perspectiva do ministério do Planejamento é de um orçamento menor do que 2016. “Temos um cenário muito preocupante em relação ao orçamento 2017.As perspectivas não são nada otimistas. É uma incerteza muito grande com um viés negativo”, disse.
O reitor Orlando Amaral (UFG), que esteve, recentemente, com o secretário de Educação Superior (SESu/MEC), Paulo Barone, para buscar uma definição acerca dos limites orçamentários para o ano seguinte, iniciou a mesa de debates. Na ocasião, Orlando disse que o ministério da Educação (MEC) estava pleiteando um ajuste de 9,32% para o orçamento de 2017, além de um aumento do valor do percentual de crescimento do sistema de medição de alunos equivalentes e de um recurso adicional para as obras, mas que a perspectiva do ministério do Planejamento é de um orçamento menor do que 2016. “Temos um cenário muito preocupante em relação ao orçamento 2017.As perspectivas não são nada otimistas. É uma incerteza muito grande com um viés negativo”, disse.
Em relação à ampliação dos limites de 2016, o reitor da UFG adiantou que a ANDIFES não teve nenhuma sinalização sobre o incremento destes limites, conforme anunciado pelo ministro Mendonça Filho, durante a reunião mensal do mês de junho do Conselho Pleno, de que aumentaria os limites de custeio, dos atuais 80% para 100%, e dos atuais 40% de capital para 70%.
NOVAS CONTRATAÇÕES
A previsão de que não haverá novos concursos em 2017, segundo o que consta o projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), também foi uma preocupação discutida pelos reitores, que contou com a presença da assessora Justina Fiori (representante do senador Wellington Fagundes). Segundo a presidente da Andifes, reitora Maria Lucia Cavalli Neder (UFMT) a não-realização de concursos vai paralisar as universidades. “Se isso acontecer, as universidades sofrerão um colapso, principalmente os campi novos e os cursos recentemente implantados, como os de Medicina e Engenharia. Não contratar professores, é fechar cursos”, destacou a dirigente.
A previsão de que não haverá novos concursos em 2017, segundo o que consta o projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), também foi uma preocupação discutida pelos reitores, que contou com a presença da assessora Justina Fiori (representante do senador Wellington Fagundes). Segundo a presidente da Andifes, reitora Maria Lucia Cavalli Neder (UFMT) a não-realização de concursos vai paralisar as universidades. “Se isso acontecer, as universidades sofrerão um colapso, principalmente os campi novos e os cursos recentemente implantados, como os de Medicina e Engenharia. Não contratar professores, é fechar cursos”, destacou a dirigente.
Para o secretário-executivo da ANDIFES, Gustavo Balduino todos os dirigentes poderiam se mobilizar com os parlamentares de seus estados, a respeito da votação da LDO no próximo dia 02 de agosto. “Temos que usar a nossa relação com o parlamento, para que não proíbam a contratação de novos servidores no ano que vem. A expansão é fundamental e o orçamento tem que refletir isso. A prioridade desse país deve ser em saúde e educação”, defendeu.
De acordo com o reitor Paulo Márcio (UNIFAL) é muito importante que as universidades possam continuar fazendo a sua renovação de quadros, uma vez que elas não significam aumento de gastos, já que seguem as diretrizes do ministério do Planejamento.
PERFIL DISCENTE
Foi lançado durante a reunião do Pleno, a quarta versão do relatório “Perfil Socioeconômico e Cultural dos Estudantes de Graduação das Universidades Federais Brasileiras”. A pesquisa feita foi feita pela ANDIFES, por meio do Fonaprace e tem o objetivo de mapear a vida social, econômica e acadêmica dos estudantes de graduação presencial das universidades federais brasileiras.
Foi lançado durante a reunião do Pleno, a quarta versão do relatório “Perfil Socioeconômico e Cultural dos Estudantes de Graduação das Universidades Federais Brasileiras”. A pesquisa feita foi feita pela ANDIFES, por meio do Fonaprace e tem o objetivo de mapear a vida social, econômica e acadêmica dos estudantes de graduação presencial das universidades federais brasileiras.
Para o coordenador do Fonaprace, o pró-reitor Leonardo Barbosa, mais do que servir ao Fórum, esta é uma pesquisa que serve ao País. “Quem deve incorporar, realizar, pensar e executar esta pesquisa é o MEC, o governo federal, e não apenas a ANDIFES. Isso é estratégico e o MEC não pode elaborar políticas públicas sem um diagnóstico” enfatizou.
“Os dados são muito oportunos diante dessa conjuntura. Eles foram colhidos no final do ano de 2014 e é a continuidade da primeira pesquisa, realizada em 1996 e 1997, quando percebemos que havia um discurso muito forte de que as universidades eram um espaço privilegiado para a elite do País”, destacou.
Hoje, segundo a pesquisa, houve um efeito explosivo das cotas sobre o ingresso dos mais vulneráveis, ou seja, houve um crescimento do público alvo do PNAES em 50%. “Hoje se institucionalizassem o pagamento das nossas universidades, nós perderíamos dois terços dos nossos alunos”, completou Leonardo Barbosa.
Hoje, segundo a pesquisa, houve um efeito explosivo das cotas sobre o ingresso dos mais vulneráveis, ou seja, houve um crescimento do público alvo do PNAES em 50%. “Hoje se institucionalizassem o pagamento das nossas universidades, nós perderíamos dois terços dos nossos alunos”, completou Leonardo Barbosa.
Leia abaixo, na íntegra o documento ‘Educação de qualidade, gratuidade e inclusão’.
Educação de qualidade, gratuidade e inclusão
Os reitores das universidades federais brasileiras, reunidos em Cuiabá, em 28 de julho de 2016, durante a CLIII reunião do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES), vêm a público se manifestar em defesa do sistema federal de ensino superior público, gratuito, autônomo e de qualidade!A ANDIFES acredita firmemente que o conjunto das universidades federais constitui um patrimônio de valor imensurável para o povo brasileiro, pois congrega o que há de melhor na educação superior brasileira. Avaliações internacionais posicionam várias universidades públicas com destaque entre as melhores da América Latina. Portanto, a formação de recursos humanos qualificados e a produção de conhecimento técnico-científico, essenciais ao desenvolvimento do país, dependem, em grande parte, do funcionamento adequado dessas instituições.Neste momento, as universidades públicas vivem um processo de expansão que não pode ser interrompido; ao contrário, precisa ser consolidado e continuado. Mesmo com o formidável crescimento dos últimos anos, o país ainda oferece aos seus jovens menos de 30% de vagas no ensino superior público, ficando o ensino privado com a grande maioria das vagas ofertadas. Reconhecendo que o ensino privado é necessário, dada a demanda por formação superior no país, é inquestionável que a referência de qualidade do ensino e das pesquisas desenvolvidas, qualquer que seja a ferramenta de avaliação, está associada, essencialmente, às universidades públicas.Deve-se considerar ainda que a expansão foi acompanhada por políticas públicas que permitiram a interiorização das universidades federais e a ampliação do acesso, com a utilização de um sistema nacional de seleção (ENEM/SISu) e com a adoção das políticas de ações afirmativas. Deste modo é erro grave afirmar, hoje, que a universidade pública está acessível apenas a camadas economicamente mais privilegiadas. Estudo recente da ANDIFES aponta que 66,19% dos alunos matriculados tem origem em famílias com renda média até 1,5 salários. Se consideradas apenas as regiões Norte e Nordeste, esse percentual atinge 76,09% e 76,66%, respectivamente.Dispositivos encaminhados pelo executivo (PEC 241 e a PLP 257), que se encontram em debate no Congresso Nacional, indicam forte redução dos investimentos públicos em educação. Em especial a PEC 241, que institui o Novo Regime Fiscal e torna possível aos governos nas diferentes esferas não cumprirem com os pisos constitucionais de gastos com a educação, representa séria ameaça ao Plano Nacional de Educação (PNE) aprovado por unanimidade pelo próprio Congresso Nacional. Em suma, sem o adequado financiamento, as metas previstas no PNE não serão alcançadas, desviando o País do caminho do desenvolvimento econômico e da inclusão social.Certamente a ANDIFES compreende e quer contribuir na busca de soluções para o enfrentamento da crise econômica que afeta o país. Contudo, divergindo das propostas elencadas até o momento, a ANDIFES advoga que é precisamente em cenário de crise que se devem eleger as prioridades que possam acelerar a retirada do país do ciclo recessivo. Dentre estas, deve estar a ampliação e não a redução dos gastos em Educação e em Ciência e Tecnologia, pois este tem sido o caminho adotado por todos os países, que alcançaram níveis satisfatórios de desenvolvimento econômico e social.As universidades públicas já provaram seu potencial para contribuir com a construção de uma sociedade em que se harmonizem democracia, desenvolvimento econômico, riqueza cultural e o cultivo da paz e da solidariedade entre as pessoas que a constituem em sua diversidade. É esta missão que continuaremos realizando, garantido o exercício dos princípios constitucionais de autonomia universitária, liberdade de expressão e de opinião.Por essas razões, conclamamos todos para a defesa da Universidade Pública, patrimônio nacional. Ao invés de saídas unilaterais, desejamos o debate com toda a sociedade, queremos a participação das instituições públicas nos espaços de decisão e de controle das políticas educacionais, planejando e expandindo nossas universidades com orçamento e recursos humanos adequados.Esta tarefa coletiva se faz com educação pública, com financiamento público, com inclusão social e com respeito às políticas públicas definidas pela população. Do nível fundamental ao superior, a educação é um direito de todos e dever do Estado. Investir nesse direito é investir no bem e no futuro de toda a sociedade brasileira.
http://www.andifes.org.br/
sábado, 13 de agosto de 2016
ESCOLA LAICA

Dentro de uma democracia se discute todos os assuntos e a escola só é escola quando a crítica e a liberdade de expressão estão presentes,caso contrário é censura. Uma escola na democracia também é herança cultural e simbólica - os costumes,informações e conhecimentos são oferecidos a comunidade de maneira plural.Ela deve caminhar junto à família a qual precisa discutir também a moral e a ética juntos aos seus filhos e vem dai a visão de leitura do mundo por parte deles.
A pluralidade de idéias na formação do cidadão é de fundamental importância e lógico, respeitando as singularidades.
Entendemos que profissionais educadores éticos nunca fazem uso de obras, salas de aula e outros materiais didáticos para adesão dos estudantes a determinadas correntes políticas e ideológicas e sim um ensino que seja compatível também com os valores que seus familiares (apesar de distante do meio escolar) devem lhes ensinar para à vida.
Censura a liberdade de expressão é prática ilícita, violadora da liberdade de direitos e lógico de exposição do pensamento e da prática cidadã.A escola existe para ensinar, mediar conhecimentos e também educar...
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