segunda-feira, 20 de março de 2017

Dia Mundial da Água(22 de março de 2017)






Dia Mundial da Água
(22 de Março de 2017-Quarta-feira)


TEMA do dia Mundial da Água 2017: ÁGUAS RESIDUAIS.
Celebrado mundialmente desde 22 de março de 1993, o Dia Mundial da Água foi recomendado pela ONU durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Eco-92). Desde então as celebrações ao redor do mundo acontecem a partir de um tema anual, definido pela própria Organização, com o intuito de abordar os problemas relacionados aos recursos hídricos.
Esta data foi criada com o objetivo de alertar a população internacional sobre a importância da preservação da água para a sobrevivência de todos os ecossistemas do planeta. Para isso, todos os anos o Dia Mundial da Água aborda um tema específico sobre este mineral de extrema e absoluta importância para a existência da vida.
A conscientização sobre a urgência da economia deste recurso natural e como utilizado com cuidado é uma das principais metas do Dia da Água. A água limpa e potável é um direito humano garantido por lei desde 2010, de acordo com a Organização das Nações Unidas – ONU. Mesmo o planeta Terra sendo constituído aproximadamente 70% de água, apenas 0,7% de toda a água do mundo é potável, ou seja, adequada para o consumo humano.
ÁGUAS RESIDUAIS:
Popularmente conhecida como esgoto, à água residual compreende todo o volume de água que teve suas características naturais alteradas após o uso doméstico, comercial ou industrial. Trata-se de uma substância com grau de impureza que varia de acordo com sua utilização, mas que sempre contém agentes contaminantes e potencialmente prejudiciais à saúde humana e à natureza de modo geral.
O retorno dessa água ao meio ambiente deve necessariamente sofrer tratamento de modo que ela volte a apresentar qualidade e limpeza adequadas para que seja lançada no corpo receptor (rio, lago ou mar) sem causar danos à saúde e ao ecossistema.
No Brasil, a coleta e tratamento das águas residuais configuram-se como grande desafio para o saneamento ambiental. Segundo o Instituto Trata Brasil, apenas 48,6% da população tem acesso à coleta de esgoto, sendo que deste efluente coletado somente 40% passa por algum tipo de tratamento antes de ser descartado no meio ambiente.
O tema ainda demonstra a desigualdade social no país. Estados mais carentes e menos desenvolvidos apresentam menos acesso ao saneamento básico frente aos Estados com mais recursos. Por exemplo, a região norte é que apresenta as médias mais baixas de tratamento de esgoto (14,36%), enquanto o Centro-Sul brasileiro apresenta melhores índices, acima da média nacional.
DIA MUNDIAL DA ÁGUA E SUA ORIGEM:
O Dia Mundial da Água foi instituído pela Organização das Nações Unidas - ONU, através da resolução A/RES/47/193 de 21 de fevereiro de 1993, determinando que o dia 22 de março seria a data oficial para comemorar e realizar atividades de reflexão sobre o significado da água para a vida na Terra. Neste mesmo dia, a ONU lançou a Declaração Universal dos Direitos da Água, que apresenta entre as principais normas: 
1 - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos. 
2 - A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.

3 - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia. 
4 - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e dos seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e com um funcionamento normal para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam. 
5 - A água não é somente herança dos nossos antepassados; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. A sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras. 
6 - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo. 
7 - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, a sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis. 
8 - A utilização da água implica que haja respeito pela lei. A sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo o homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado. 
9 - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos da sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social. 
10 - O planeamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.


Fonte: ONU (Organização das Nações Unidas)

quinta-feira, 2 de março de 2017

Formas de vida primitiva na terra.



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(ANSA) – Por Leonardo De Cosmo – Os traços mais antigos de formas de vida na Terra foram descobertos no Canadá. Tratam-se de microrganismos que viveram há 3,8 milhões de anos e próximo às fontes hidrotermais. Os resultados das análises feitas pelo biogeoquímico Matthew Dodd, da Universidade College de Londres, foram publicados na revista Nature. A descoberta pode ser um sinal dos primeiríssimos seres vivos que surgiram no planeta.

As marcas dos antigos seres vivos foram reconhecidas nas rochas de Nuvvuagittuq, em Quebec, no Canadá, e já eram conhecidos por estarem entre as mais antigas do planeta. Além disso, seriam a prova indiscutível da existência de atividade biológica de ao menos 3,8 milhões de anos atrás.

As análises identificaram estruturas tubulares e filamentos compostos por óxidos de ferro, muito parecidos com aqueles que podem ser encontrados ainda hoje nas proximidades das fontes hidrotermais oceânicas. Eles teriam sido formados por microorganismos que estavam aprisionados em camadas de quartzo.

A descoberta ainda dá sustento às hipóteses de que a vida tenha sido desenvolvida nas fontes termais oceânicas nas proximidades de “caminhos” de água muito quentes, parecidos com aqueles existentes ainda hoje e que alimentam comunidades de seres vivos “extremos”.

Até agora, da existência de formas de vida antigas, tinham sido encontrados apenas traços de estromatólitos, verdadeiras rochas formadas de sedimentos produzidos também por antigas bactérias ou algas microscópicas. Nem todos os cientistas concordavam sobre sua origem biológica.

“A descoberta foi feita sobre algumas das amostras de rochas mais antigas que se tem conhecimento, e a datagem dos restos poderiam ser ainda mais velhas, de até 4,2 milhões de anos”, explicou o geólogo Carlo Doglioni, da Universidade Sapienza de Roma e presidente do Instituto Nacional de Geologia e Vulcanologia (INGV).

Os mesmos ambientes nos quais esses antigos organismos teriam sido desenvolvidos

podem ter existido também em Marte, há milhões de anos, e podem ser ativos ainda hoje também nos oceanos da Europa e no satélite Encélado. “Por isso também fica interessante estudar as fontes hidrotermais, e quem sabe não seja possível encontrar moléculas que tiveram papel importante para o nascimento da vida e que seja possível, hoje, serem usadas também pela medicina”, disse o biólogo Carlo Alberto Redi, da Universidade de Pávia.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Uso compulsivo do álcool e o gene LRRK2





Uma grande pesquisa, liderada pela professora Ana Lúcia Brunialti, do laboratório de












Genética Animal e Humana do ICB, identificou o gene leucine-rich repeat kinase 2 (LRRK2) como responsável pelo comportamento de consumo compulsivo de álcool e sem controle. Até então relacionado à doença de Parkinson familiar, esse gene também passa a ser uma nova via biológica para a abordagem do alcoolismo.
Com o objetivo de tentar elucidar os fatores genéticos que podem predispor ou contribuir para o desenvolvimento do comportamento de consumo compulsivo e sem controle do álcool, a equipe de cientistas do ICB analisou frações do DNA de rato, o transcriptoma estriatal, usando um modelo de consumo crônico e por livre escolha do animal. Mesmo a água estando com sabor desagradável um grupo deles continuou a bebê-la.
“Nós identificamos uma quantidade muito maior do gene LRRK2 nos indivíduos que perderam o controle sobre o álcool”, explica a pesquisadora. Segundo ela, mesmo em condições negativas os animais não eram capazes de parar sozinhos. O processo é semelhante ao que acontece com seres humanos, mas ainda é cedo para se fazer testes em pessoas, o que faz parte da pesquisa maior.
Segundo o biólogo Daniel Almeida da Silva e Silva, principal autor do estudo, a análise do transcriptoma cerebral permite que sejam estabelecidas correlações entre as alterações genéticas e os diferentes padrões de consumo de etanol exibidos pelos animais nesse modelo de estudo.
“O levantamento de genes candidatos envolvidos se revela de extrema importância, pois o conhecimento gerado pode ser aplicado em estudos posteriores que venham a identificar os marcadores biológicos para o diagnóstico do alcoolismo ou alvos para o desenvolvimento de fármacos para o tratamento do alcoolismo”, avalia.
O Boletim da UFMG desta semana (Clique para ler na Edição 1951) traz uma grande reportagem de Hugo Rafael, sobre a pesquisa.
Alcoolismo
Nos últimos 20 anos, essa desordem passou de oitavo para quinto principal fator de risco para a mortalidade precoce e incapacidade na população mundial, sendo responsável por 2,5 milhões de mortes em todo o mundo no ano de 2010. Clinicamente, o consumo ocasional e controlado de uma droga psicotrópica é distinto do seu uso escalonado e sem controle.
Segundo Ana Lúcia Brunialti, o álcool é uma das poucas drogas que, apesar de alterar as funções do cérebro e de seu potencial para levar o indivíduo ao abuso ou dependência, tem seu consumo admitido e até incentivado. A progressão do uso controlado à adição é influenciada por muitos fatores, entre eles, a droga por si, fatores psicológicos, influências ambientais e fatores genéticos.
A principal característica do alcoolismo, ou “Desordem no uso de álcool”, como dizem os especialistas, é o consumo excessivo e descontrolado de bebidas álcoolicas, mesmo considerando as consequências legais, econômicas ou sociais a que esse abuso pode levar.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Ensino Superior x PEC 241

Por ASCOM/Andifes
A Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) sediou no dia 28 de julho, em Cuiabá, a reunião do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES). O encontro dos reitores contou com um amplo debate sobre o orçamento destas instituições e outros encaminhamentos. Na ocasião, o colegiado elaborou um documento, que defende a importância de um sistema federal de ensino superior público, gratuito, autônomo e de qualidade para a construção de uma sociedade mais igualitária, desenvolvida e democrática.
O texto também aponta o risco de redução que a PEC 241 poderá trazer aos investimentos públicos em educação. “Sem o adequado financiamento, as metas previstas no PNE não serão alcançadas, desviando o País do caminho do desenvolvimento econômico e da inclusão social”.
ORÇAMENTO
O reitor Orlando Amaral (UFG), que esteve, recentemente, com o secretário de Educação Superior (SESu/MEC), Paulo Barone, para buscar uma definição acerca dos limites orçamentários para o ano seguinte, iniciou a mesa de debates. Na ocasião, Orlando disse que o ministério da Educação (MEC) estava pleiteando um ajuste de 9,32% para o orçamento de 2017, além de um aumento do valor do percentual de crescimento do sistema de medição de alunos equivalentes e de um recurso adicional para as obras, mas que a perspectiva do ministério do Planejamento é de um orçamento menor do que 2016. “Temos um cenário muito preocupante em relação ao orçamento 2017.As perspectivas não são nada otimistas. É uma incerteza muito grande com um viés negativo”, disse.
Divulgação ANDIFESDivulgação ANDIFES
Em relação à ampliação dos limites de 2016, o reitor da UFG adiantou que a ANDIFES não teve nenhuma sinalização sobre o incremento destes limites, conforme anunciado pelo ministro Mendonça Filho, durante a reunião mensal do mês de junho do Conselho Pleno, de que aumentaria os limites de custeio, dos atuais 80% para 100%, e dos atuais 40% de capital para 70%.
NOVAS CONTRATAÇÕES
A previsão de que não haverá novos concursos em 2017, segundo o que consta o projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), também foi uma preocupação discutida pelos reitores, que contou com a presença da assessora Justina Fiori (representante do senador Wellington Fagundes). Segundo a presidente da Andifes, reitora Maria Lucia Cavalli Neder (UFMT) a não-realização de concursos vai paralisar as universidades. “Se isso acontecer, as universidades sofrerão um colapso, principalmente os campi novos e os cursos recentemente implantados, como os de Medicina e Engenharia. Não contratar professores, é fechar cursos”, destacou a dirigente.
Divulgação ANDIFESDivulgação ANDIFES
Para o secretário-executivo da ANDIFES, Gustavo Balduino todos os dirigentes poderiam se mobilizar com os parlamentares de seus estados, a respeito da votação da LDO no próximo dia 02 de agosto. “Temos que usar a nossa relação com o parlamento, para que não proíbam a contratação de novos servidores no ano que vem. A expansão é fundamental e o orçamento tem que refletir isso. A prioridade desse país deve ser em saúde e educação”, defendeu.
De acordo com o reitor Paulo Márcio (UNIFAL) é muito importante que as universidades possam continuar fazendo a sua renovação de quadros, uma vez que elas não significam aumento de gastos, já que seguem as diretrizes do ministério do Planejamento.
PERFIL DISCENTE
Foi lançado durante a reunião do Pleno, a quarta versão do relatório “Perfil Socioeconômico e Cultural dos Estudantes de Graduação das Universidades Federais Brasileiras”. A pesquisa feita foi feita pela ANDIFES, por meio do Fonaprace e tem o objetivo de mapear a vida social, econômica e acadêmica dos estudantes de graduação presencial das universidades federais brasileiras.
Divulgação ANDIFESDivulgação ANDIFES
Para o coordenador do Fonaprace, o pró-reitor Leonardo Barbosa, mais do que servir ao Fórum, esta é uma pesquisa que serve ao País. “Quem deve incorporar, realizar, pensar e executar esta pesquisa é o MEC, o governo federal, e não apenas a ANDIFES. Isso é estratégico e o MEC não pode elaborar políticas públicas sem um diagnóstico” enfatizou.
“Os dados são muito oportunos diante dessa conjuntura. Eles foram colhidos no final do ano de 2014 e é a continuidade da primeira pesquisa, realizada em 1996 e 1997, quando percebemos que havia um discurso muito forte de que as universidades eram um espaço privilegiado para a elite do País”, destacou.
Hoje, segundo a pesquisa, houve um efeito explosivo das cotas sobre o ingresso dos mais vulneráveis, ou seja, houve um crescimento do público alvo do PNAES em 50%. “Hoje se institucionalizassem o pagamento das nossas universidades, nós perderíamos dois terços dos nossos alunos”, completou Leonardo Barbosa.
Leia abaixo, na íntegra o documento ‘Educação de qualidade, gratuidade e inclusão’.

Educação de qualidade, gratuidade e inclusão

Os reitores das universidades federais brasileiras, reunidos em Cuiabá, em 28 de julho de 2016, durante a CLIII reunião do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES), vêm a público se manifestar em defesa do sistema federal de ensino superior público, gratuito, autônomo e de qualidade!
A ANDIFES acredita firmemente que o conjunto das universidades federais constitui um patrimônio de valor imensurável para o povo brasileiro, pois congrega o que há de melhor na educação superior brasileira. Avaliações internacionais posicionam várias universidades públicas com destaque entre as melhores da América Latina. Portanto, a formação de recursos humanos qualificados e a produção de conhecimento técnico-científico, essenciais ao desenvolvimento do país, dependem, em grande parte, do funcionamento adequado dessas instituições.
Neste momento, as universidades públicas vivem um processo de expansão que não pode ser interrompido; ao contrário, precisa ser consolidado e continuado. Mesmo com o formidável crescimento dos últimos anos, o país ainda oferece aos seus jovens menos de 30% de vagas no ensino superior público, ficando o ensino privado com a grande maioria das vagas ofertadas. Reconhecendo que o ensino privado é necessário, dada a demanda por formação superior no país, é inquestionável que a referência de qualidade do ensino e das pesquisas desenvolvidas, qualquer que seja a ferramenta de avaliação, está associada, essencialmente, às universidades públicas.
Deve-se considerar ainda que a expansão foi acompanhada por políticas públicas que permitiram a interiorização das universidades federais e a ampliação do acesso, com a utilização de um sistema nacional de seleção (ENEM/SISu) e com a adoção das políticas de ações afirmativas. Deste modo é erro grave afirmar, hoje, que a universidade pública está acessível apenas a camadas economicamente mais privilegiadas. Estudo recente da ANDIFES aponta que 66,19% dos alunos matriculados tem origem em famílias com renda média até 1,5 salários. Se consideradas apenas as regiões Norte e Nordeste, esse percentual atinge 76,09% e 76,66%, respectivamente.
Dispositivos encaminhados pelo executivo (PEC 241 e a PLP 257), que se encontram em debate no Congresso Nacional, indicam forte redução dos investimentos públicos em educação. Em especial a PEC 241, que institui o Novo Regime Fiscal e torna possível aos governos nas diferentes esferas não cumprirem com os pisos constitucionais de gastos com a educação, representa séria ameaça ao Plano Nacional de Educação (PNE) aprovado por unanimidade pelo próprio Congresso Nacional. Em suma, sem o adequado financiamento, as metas previstas no PNE não serão alcançadas, desviando o País do caminho do desenvolvimento econômico e da inclusão social.
Certamente a ANDIFES compreende e quer contribuir na busca de soluções para o enfrentamento da crise econômica que afeta o país. Contudo, divergindo das propostas elencadas até o momento, a ANDIFES advoga que é precisamente em cenário de crise que se devem eleger as prioridades que possam acelerar a retirada do país do ciclo recessivo. Dentre estas, deve estar a ampliação e não a redução dos gastos em Educação e em Ciência e Tecnologia, pois este tem sido o caminho adotado por todos os países, que alcançaram níveis satisfatórios de desenvolvimento econômico e social.
As universidades públicas já provaram seu potencial para contribuir com a construção de uma sociedade em que se harmonizem democracia, desenvolvimento econômico, riqueza cultural e o cultivo da paz e da solidariedade entre as pessoas que a constituem em sua diversidade. É esta missão que continuaremos realizando, garantido o exercício dos princípios constitucionais de autonomia universitária, liberdade de expressão e de opinião.
Por essas razões, conclamamos todos para a defesa da Universidade Pública, patrimônio nacional. Ao invés de saídas unilaterais, desejamos o debate com toda a sociedade, queremos a participação das instituições públicas nos espaços de decisão e de controle das políticas educacionais, planejando e expandindo nossas universidades com orçamento e recursos humanos adequados.
Esta tarefa coletiva se faz com educação pública, com financiamento público, com inclusão social e com respeito às políticas públicas definidas pela população. Do nível fundamental ao superior, a educação é um direito de todos e dever do Estado. Investir nesse direito é investir no bem e no futuro de toda a sociedade brasileira.

          http://www.andifes.org.br/