sábado, 14 de novembro de 2015

Dia Nacional da Consciência Negra


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Lançamento da campanha Novembro pela Igualdade Racial e a Marcha das Mulheres Negras, em Brasília – DF no dia 18 deste mês.

Por ocasião do Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado no dia 20 de novembro, o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos realiza e apoia, entre os dias 16 e 20 deste mês, uma série de atividades que fazem alusão à data. Consagrado como data de sensibilização nacional para conquista de direitos e de valorização da história e cultura da população negra, o 20 de Novembro foi instituído em 2011, pela Lei 12.519, e é celebrado em todo o país.

“Desde 2003, o Governo Federal tem uma escuta diferenciada das demandas do movimento negro em relação à superação do racismo, com o estabelecimento de dois marcos: a Lei 10.639, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e a inauguração da Seppir, com o objetivo de fazer uma discussão interna e promover políticas públicas do governo federal nas mais diferentes áreas, visando a promoção da igualdade racial”, afirma a ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes. “O Dia Nacional da Consciência Negra é uma data para reflexão, discussão e para comemorar a presença negra na sociedade brasileira e sua grande participação na constituição do nosso país”, declara a ministra.

Mais de mil municípios já decretaram o dia de reverência a Zumbi dos Palmares como feriado municipal. Com inúmeras atividades de reflexões, debates e mobilizações, o Dia Nacional da Consciência Negra envolve grande parcela da sociedade brasileira em torno dos ideais de igualdade racial e respeito à diversidade. “Hoje essa data tem significado mais profundo para a sociedade brasileira. A gente para um momento para discutir os limites e os avanços da superação do racismo em nossa sociedade. É um momento para analisarmos como essas políticas têm avançando ou não para pensarmos em novas ações, tanto nas esferas municipal, estadual e federal, além de outras instâncias”, considera Nilma Lino Gomes. Compõem o calendário da Semana Nacional da Consciência Negra deste ano o lançamento da campanha Novembro pela Igualdade Racial, a Marcha das Mulheres Negras, a Conferência Livre das Mulheres Quilombolas e de Matriz Africana, entre outras atividades.

Histórico
A data lembra o dia em que Zumbi dos Palmares foi assassinado, em 1695. A República de Palmares é um dos principais símbolos da resistência negra à escravidão. Em 1971, ativistas do Grupo Palmares, do Rio Grande do Sul, constataram a data da execução de Zumbi e iniciaram uma série de comemorações anuais, elevando-a como data de referência negra. Sete anos depois, o Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial incorporou a data como celebração nacional e tornou Zumbi dos Palmares um herói nacional, vinculado diretamente à resistência do povo negro.
Em 2003, a Lei 10.639/03, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabeleceu o 20 de novembro como Dia Nacional da Consciência Negra, integrando a data ao calendário escolar brasileiro. Já em 2011, a Lei Nº 12.519 instituiu a data como Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra

terça-feira, 3 de novembro de 2015

DNA "mestre"













Você já saiu arrepiado de uma sessão de cinema? Pense “naquela” cena da sua série ou novela preferida. Quem vem imediatamente a sua cabeça? O protagonista, talvez. Ou então a performance perturbadora de um “bom” vilão. Não importa. O que sempre fica na mente das pessoas é o que se vê na tela. Mas, alguém já se lembrou de ler os créditos no final? Já viu a quantidade de nomes que aparecem na tela preta? Pois é. Aquele montão de gente desconhecida é a equipe responsável por aquela produção ser daquele jeito que você viu. São eles que comandam tudo, mas ninguém os vê.
Enquanto os personagens falam, a este segundo grupo é reservado apenas o silêncio.

Nos 25 mil genes que compõem o DNA humano também existe o grupo do silêncio, tão numeroso quanto aquele do cinema ou da série de TV. Na verdade, ele é assustadoramente maior em proporção. Acredite se quiser, mas desse número dantesco de “letras” que você possui em suas células, apenas 1% delas “atua”, aparecendo para o mundo na cor dos seus olhos, no tipo do seu cabelo e em todas as suas outras características. Os demais permanecem mudos. Mas nesse caso, eles sequer ganharam uma lembrança de seus nomes nos créditos. Durante anos, por não conseguirem entender o porquê desse silêncio da maior parte de nosso genoma, os cientistas simplesmente a jogaram no lixo. Não, não é uma metáfora. Por acreditarem que estes milhares de genes eram apenas “restos”, “entulho” que sobrou da evolução, nada menos que 99% de nosso DNA foi ousadamente classificado como “junk DNA”, ou DNA-lixo. Não serviam para nada.

Agora, pense comigo: se estes genes silenciosos não passavam de peso morto, a evolução se encarregaria de eliminá-los, não é?  Logo, quanto menos evoluído fosse um ser, mais lixo ele teria acumulado em seu DNA, certo? Errado. Ao comparar o DNA de humanos com o de outros mamíferos, como cães, por exemplo, percebeu-se que estes possuíam 4% A MENOS de DNA inoperante.  Plantas, por sua vez, mais de 25% a menos. Em amebas, o resultado era gritante: 35% APENAS de DNA-lixo. Você tem ideia do que isso significa? quer dizer que dos genes de uma AMEBA, 65% “falam”. Compare isso com o seu 1%, e repare por si mesmo que alguma coisa (ou TODA a coisa) não estava certa na dedução dos cientistas


O que ocorria era exatamente o contrário: quanto mais evoluído fosse um ser, maior seria a quantidade de lixo acumulado em seu código genético. Esta estranha diferença nos números foi o que chamou a atenção dos pesquisadores para o fato de que, muito provavelmente, eles tinham errado feio. Se a proporção deste DNA-lixo variava de forma tão significativa de uma espécie para outra, para alguma coisa ele tinha de servir. E após uma série de pesquisas, eles perceberam que o motivo do silêncio destes genes era o mesmo daquele povo que não aparece nos filmes que você vê. Quem soltou a bomba foi Mark Gerstein, da Universidade de Yale: “O DNA-lixo, na verdade, é quem comanda os genes”.

É aqui que começam as diferenças entre nós e outros seres vivos. Mesmo com DNA parecido, as ordens que nossos genes recebem são outras. E assim como quanto mais cara é uma produção de Hollywood, maior será a equipe de bastidores, é justamente por sermos mais complexos que precisamos de uma maior “equipe de produção”. É como comparar um filme caseiro feito por um único cinegrafista amador com uma produção de Steven Spielberg.  Não importa o número de atores em cena. É a equipe que está por trás das câmeras que dará o resultado final.
dna-lixo
Na biologia, esta descoberta recente é considerada a mais importante desde que mapearam o genoma, há mais ou menos 13 anos atrás. Isso porque se é nesta parcela de nosso DNA que se encontram os comandos de nossos genes, é exatamente aí que é preciso “mexer” caso se queira achar a solução para doenças que têm sua origem em erros genéticos, como o diabetes, por exemplo.  Se a forma como estes genes se expressam é meramente o cumprimento de uma programação, é preciso mudar então esta programação para que os genes falem como devem falar.

Quem poderia adivinhar que o centro de controle do que somos e dos que nos diferencia como espécie estaria escondido justo num monte de “lixo”? Aliás, será que cabe ainda esta expressão? O cientista Ewan Birney, do Instituto de Bioinformática de Cambridge responde: “Agora, o termo ‘DNA-lixo’ é que precisa ir para o lixo”

 Fonte: Revista Scientific American Brasil: Genoma

http://www.reasons.org/rtb-101/junkdna

sábado, 31 de outubro de 2015

Novembro Azul x Prevenção Câncer de Próstata



















O movimento internacional conhecido como Novembro Azul, é comemorado em todo o mundo e teve início em 2003, o "Movember", movimento cujo nome surgiu da junção das palavras moustache (bigode, em inglês) e november (novembro em inglês)na Austrália, após um grupo de homens ter se inspirado no movimento de saúde da mulher e tentou “mudar a cara da saúde dos homens” por incentivar homens a intervir em sua saúde e falar sobre a questão( câncer de próstata e depressão entre os homens).

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos . Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos.

Nos últimos anos tem se observado um aumento nos casos da doença, fato atribuído ao avanço dos métodos de diagnóstico, pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação e pelo aumento da expectativa de vida da população. O que significa que os casos são detectados precocemente, aumentando as chances de cura. O INCA ( Instituto Nacional do Câncer)alerta para alguns fatores de risco sobre esse tipo de câncer, a incidência de casos e o percentual de mortalidade aumentam quando o paciente possui mais de 50 anos. Como outros tipos de câncer, o de próstata tem profunda relação com a genética familiar, ou seja, homens cujo pai, ou irmãos, já tiveram a doença têm chances maiores de desenvolver o tumor. Os hábitos alimentares e o estilo de vida da pessoa também são fatores importantes a serem observados.

Hiperplasia Prostática  
Homens com aumento de próstata já tem a sua disposição uma nova opção de tratamento, mais rápida e menos dolorosa: a vaporização do órgão, feita a laser. Com esta técnica o sangramento é menor, e o paciente é liberado do hospital no dia seguinte. O objetivo é tratar a hiperplasia prostática benigna (HPB), doença que causa um aumento na glândula ( com a idade).

Os sintomas incluem dificuldade para urinar, redução da pressão do jato de urina e a e sensação de que a bexiga nunca está vazia.“Alguns devem ser tratados com medicamentos outros, precisam de cirurgia”.O principal método, a ressecção transuretral, consiste em retirar o excesso da próstata com um bisturi elétrico, que retira pequenos fragmentos da próstata. Na cirurgia a laser, o excesso da glândula é desintegrado. O tratamento é permitido que pacientes com próstatas de qualquer tamanho e que utilizam remédios anticoagulantes, o que não ocorria nos outros métodos. Os efeitos negativos incluem pequenos sangramento e incontinência urinária.

A Sociedade Brasileira de Urologia estima que 15 milhões de homens brasileiros têm a doença. No mundo, 80% dos integrantes do sexo masculino com mais de 50 anos já tiveram o problema. Esse índice sobre para 90% entre os maiores de 90 anos

Câncer de Próstata
Esta relacionado ao trato genital masculino e é considerado a terceira causa de morte mais comum entre os homens. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia um em cada seis homens com idade acima de 45 anos deve possuir a doença e não sabe disso. Por isso da necessidade da realização do exame de dosagem do Antígeno Prostático Específico ( PSA). O indivíduo pode sentir dor pélvica e ou suprapúbica, etc. O exame da próstata feito por meio do toque retal quando indicado pelo urologista pode demonstrar uma glândula com sua superfície lisa ou irregular podendo ser dolorosa.

Pode-se verificar de acordo com a literatura científica o caráter bacteriano (Chlamydea trachomatis que não esta esclarecido a sua relação com a infecção)e  para muitos outros pesquisadores o caráter abacteriano (fluído prostático purulento sem infecções).

Fonte:


Câncer x Açúcar Não Tão Doce
















O consumo de carne vermelha tem sido ligado ao desenvolvimento de certos tipos de câncer.Agora os cientistas acreditam ter encontrado o "vilão" por trás dos efeitos cancerígenos da carne vermelha.Um novo estudo relata que uma molécula de açúcar encontrado no bife da carne bovina, cordeiro, porco poderia desencadear uma resposta imunitária em humanos causando inflamações,contribuindo para o surgimento de tumores.A exposição deste açúcar em ratos causou um aumento de cinco vezes suas chances de desenvolver o câncer.

A molécula do açúcar é a Neu5Gc, que já foi encontrada em níveis elevados em tecidos cancerosos, não sendo produzido pelo próprio homem, o que indica esta relacionado a dieta neste. Este açúcar possui níveis elevados em bifes de carne bovina, suína, cordeiro.Aves, peixes( exceção caviar),legumes e frutas não apresentam este açúcar.

Os pesquisadores suspeitam que o corpo humano através do sistema imunológico lançam anticorpos  
contra o açúcar sempre que comemos estas carnes.Isso pode ser evidência das inflamações crônicas, um contribuinte conhecido ao câncer.Os estudo ainda estão em andamento.


http://blogs.discovermagazine.com/d-brief/2015/01/02/red-meat-cancer-immune/#.VjTjVCtmqf6

    

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Ciências x CTSA




CIÊNCIAS
 A tendência atual do ensino de ciências é fazer com que os alunos observem, pesquisem em fontes diversas, questionem, registrem, relacionem com o seu cotidiano de vida e aprendam. Levar os alunos a trabalhar e a discutir problemas envolvendo fenômenos naturais e suas implicações que isto traz para o homem, a sociedade e o meio ambiente é tarefa fundamental no ensino desta disciplina e para isto devemos buscar um trabalho que priorize o processo de “alfabetização científica” e sua relação com a ciência, tecnologia, sociedade e ambiente (CTSA). 
 Tomando como referência a ideia de Paulo Freire sobre a alfabetização podemos entender que, “a alfabetização é mais que o simples domínio psicológico e mecânico de técnicas de escrever e de ler.” Logo, esta alfabetização deve possibilitar a compreensão dos conceitos científicos fundamentais, a natureza da ciência, ética e políticas que circundam sua prática e o entendimento das relações existentes entre a ciência, tecnologia, sociedade e meio ambiente.
 Podemos destacar um breve relato sobre a linha do tempo do ensino de Ciências no Brasil:
1879 É fundada a Sociedade Positivista do Rio de Janeiro. Professores seguem o pressuposto de que o aluno descobre as relações entre os fenômenos naturais com observação e raciocínio.
1930 A Escola Nova propõe que o ensino seja amparado nos conhecimentos da Sociologia, Psicologia e Pedagogia modernas. A influência desses pensamentos não modifica a maneira tradicional de ensinar.
1950 Os livros didáticos são traduções ou versões desatualizadas de produções europeias, e quem leciona a disciplina são profissionais liberais. Vigora a metodologia tradicional, baseada em exposições orais.
1955 Cientistas norte-americanos e ingleses fazem reformas curriculares do Ensino Básico para incorporar o conhecimento técnico e científico ao currículo. Algumas escolas brasileiras começam a seguir a tendência.
1960 A metodologia tecnicista chega ao país, defendendo a reprodução de sequências padronizadas e de experimentos, que devem ser realizados tal como os cientistas os fizeram.
1961 Com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), passou a ser obrigatório o ensino de Ciências para todas as séries do Ginásio (hoje do 6º ao 9º ano).
1970 A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência critica a formação do professor em áreas específicas, como Biologia, Física e Química, e pede a criação da figura do professor de Ciências. Sem sucesso.
1971 A LDB torna obrigatório o ensino de Ciências para todas as séries do 1º Grau (hoje Ensino Fundamental). O Ministério da Educação (MEC) elabora um currículo único e estimula a abertura de cursos de formação.
1972 O MEC cria o Projeto de Melhoria do Ensino de Ciências para desenvolver materiais didáticos e aprimorar a capacitação de professores do 2º grau (hoje Ensino Médio).
1980 As Ciências são vistas como uma construção humana e não como uma verdade natural. São incluídos nas aulas temas como tecnologia, meio ambiente e saúde.
1982 Surge o modelo de mudança conceitual, que teve vida curta. Ele se baseia no princípio de que basta ensinar de maneira lógica e com demonstrações para que o aprendiz modifique ideias anteriores sobre os conteúdos.
1996 foi aprovada uma nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação, nº 9.394/96, a qual estabelece, no parágrafo 2º do seu artigo 1º, “que a educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social”. A LDB em seu artigo 26 estabelece que “os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada pelos demais conteúdos curriculares especificados nesta Lei e em cada sistema de ensino”. A formação básica do cidadão na escola fundamental exige o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo, a compreensão do ambiente material e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; esse aprendizado inclui a formação ética, a autonomia intelectual e compreensão dos fundamentos científicos tecnológicos dos processos produtivos.
2001 Convênio entre as Academias de Ciências do Brasil e da França implementa o programa ABC na Educação Científica - Mão na Massa para formar professores na metodologia investigativa.
2007 O Ministério da Educação, através do Decreto nº. 6. 095, de 24 de abril de 2007, autorizou a criação dos Institutos de Ciência e Tecnologia, com praticamente todas as prerrogativas e a autonomia de uma universidade dedicada exclusivamente à formação técnica e tecnológica e ao ensino de ciências. A ideia é que os atuais Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETs) se transformem em Institutos Federais de Ciência e Tecnologia, concentrando metade do orçamento em Educação Básica profissionalizante e a outra metade no ensino superior tecnológico. Neste caso, 20% serão destinados a cursos de licenciatura em ciências, física, química e matemática. Além disso, terão a obrigação de apoiar a rede pública de ensino básico na formação de professores.
Em 2015, o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), aplicado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) terá ênfase na área de ciências, pois essa é a matéria que os alunos brasileiros estão mais defasados em relação aos outros países. O Brasil ficou em 59º lugar entre 65 países no exame de ciências segundo dados do PISA/2012, pois 53,3 % dos alunos brasileiros nos exame de ciências (PISA/2012) alcançaram apenas o nível 1(sendo nível máximo 6) de conhecimentos. Ou seja, são capazes de aplicar o que sabem apenas a poucas situações de seu cotidiano e dar explicações científicas que são explícitas em relação às evidências.       
Os objetivos maiores do ensino de Ciências, deve incluir a aquisição do conhecimento científico por uma população que compreenda e valorize a Ciência como empreendimento social. Os alunos não serão adequadamente formados se não correlacionarem as disciplinas escolares com a atividade científica e tecnológica e os problemas sociais contemporâneos.


domingo, 25 de outubro de 2015

Leitura x leitores( Brasil)


É fundamental refletir sobre os modos de leitura e escrita de jovens nos ambientes digitais e virtuais, uma vez que o seu surgimento reposicionou a leitura e a produção escrita em um lugar privilegiado, sobretudo entre crianças e adolescentes em idade escolar que têm acesso às tecnologias inovadoras em suas casas ou freqüentam as propaladas Lan houses. É reconhecido que, em contexto brasileiro, tal prática se estende a apenas uma pequena parcela da população letrada. 

Apesar das novas tecnologias já serem realidade no mercado literário mundial, elas ainda não são tão procuradas por brasileiros. É o que comprova a pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil" (AMORIM, 2008), realizada pelo Instituto Pró-Livro. Segundo o estudo, dos 95,6 milhões de leitores do País, apenas 1% recorre aos livros digitais, conhecidos como e-books ou e-readers. Há ainda uma pequena parcela - 1% dessa população - que se dedica aos áudio-livros. 

A internet atrai um número maior de brasileiros que estão em busca de leitura: 8,6 milhões de pessoas, que representa 9% da população leitora. Mesmo com a oportunidade de ler no celular e levar o livro a qualquer lugar, a maioria dos leitores prefere o computador. Cerca de 85% dos downloads de livros no País são de formatos compatíveis com a leitura no computador. Já o restante representa os diferentes formatos, adaptáveis aos celulares. Talvez, seja possível inferir que o pouco interesse dos brasileiros pelas novas tecnologias pode ser explicado pela deficiência no processo de formação de leitores no nosso contexto. 

Se ainda não conseguimos impulsionar um conceito de frequência à biblioteca, é difícil querer que as tecnologias inovadoras tenham sucesso imediato. Não é possível pular etapas. Primeiro, é preciso que haja familiaridade com a prática da leitura.




Leitores brasileiros - 95,6 milhões
Não leitores - 77,1 milhões

Porcentagem de leitores que usam novas tecnologias:
Livros digitais - 1%
Textos na internet - 9%
Áudio livros - 1%

Tempo médio gasto com leitura:
Livros digitais - 1h30
Textos na internet - 2h10
Áudio livros - 2h20

Donwloads no site Domínio Público - 22 milhões,
sendo:
Textos - 15 milhões
 Imagens – 3 milhões
Sons – 2 milhões
Vídeos - 2 milhões

Fonte: Amorim (2008).